PUBLICIDADE

Edição Mensal

Grace Gianoukas

“Aminha história mais marcante com São Paulo foi a primeira vez que pisei aqui. Eu tinha a impressão que essa era uma cidade que só tinha prédios, que era um horror, sem natureza, que eu me sentiria muito mal. Isso era final de 83 início de 84 e eis que eu me deparo com uma cidade que tinha árvores, que tinha parques e que uma das coisas que eu achei mais lindas: tinha muitas azaleias em São Paulo. Sim, eu fui recebida com muitas flores nas árvores e isso me fez muito bem e eu comecei a cogitar a possibilidade de vim morar aqui de fato”, diz nossa sorridente convidada de capa. Posso dizer que esse é um início de entrevista totalmente pitoresco diferente de tudo que eu já fiz, ou melhor escrevi, mas Grace Gianoukas pode. Meu amor, essa atriz, comediante, roteirista, produtora, diretora, pode tudo afinal, ela é simplesmente, a criadora do “Terça Insana”! Bom, deixando de lado meu lado tiete em três, dois, um e voltando à matéria, Grace é exemplo de ser humano com massa encefálica pensante (obrigada, meu Deus!).
Ela já fez o público rir como a Ermelinda de “Salve-se Quem Puder”, mas a TV chegou tarde na escalada de sucesso dessa atriz renomada. Sim, Grace Gianoukas fez carreira mesmo no teatro com o projeto “Terça Insana” que revelou nomes como Marcos Luque e Marcelo Médici, entre outros. “Esse projeto realmente é a cara de São Paulo porque é a cara das coisas inovadoras, das possibilidades de transformar e foi criado aqui. Tudo bem que rodou o Brasil e foi até apresentado mundo afora, mas nasceu aqui. Tinha dois gaúchos e dois paulistas e aí foi juntando gente da Bahia, foi juntando gente de vários lugares e criou-se um elenco de mais de quatrocentos atores que passaram pelo nosso palco, entre elencos fixos e convidados e aqui é uma cidade onde não falta assunto pra gente criar né? Então essa produção intensa de esquetes de humor que a gente fazia, essa coisa de renovar semanalmente tudo trilha, figurino, texto, tema então isso realmente é muito a cara de São Paulo como que como dizem “não pode parar” então uma central de criação em constante atividade que essa central ficou em funcionamento de 2000 até 2013. Em 2014 eu dei uma mudada nas coisas porque eu já estava ficando um pouco sufocada. A gente tinha um repertório muito grande então não tinha mais aquela obrigação de estar toda terça-feira em cartaz. Agora a gente faz as temporadas, mas realmente só aqui em São Paulo”, declara.